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WebGIS: Definição e aplicações

Contexto Histórico


Os jornais, mapas, cartas e plantas sempre foram de muita valia para nosso passado e ainda são até hoje, traziam a informação aos leitores e usuários, sejam elas acerca de convenções topográficas e espaciais ou até mesmo sobre notícias que mudam o interesse econômico de empresas. Porém, estas fontes são estáticas, sendo necessárias atualizações e envolvendo produção em massa de folhas impressas de papel, o que não é mais tão necessário com a chegada da tecnologia e o mundo digital.

E assim surgiram os primeiros registros de WebGIS ou SIGWeb, vindo das Forças Militares e Centros Tecnológicos universitários. Através do dinamismo, opositor às impressões, tornou-se muito mais rápido e fácil analisar diversos fatores para uma tal finalidade e tomada de decisão.



Definição


WebGIS ou SIGWeb têm a mesma interpretação, sendo um utilizado na língua inglesa e outro em nossa língua nativa, a portuguesa. WebGIS traz o conceito de Web (site, conexão via internet, nuvem) e GIS, Geographic Information System enquanto SIGWeb é a tradução literal, SIG estende-se por Sistema de Informação Geográfica e Web mantêm o mesmo significado de site, conexão e nuvem.

Obtendo-se dados espaciais é possível divulgá-los democraticamente de forma abrangente ao público que acessa ao mundo digital diariamente, um número que cresce anualmente com a quantidade de computadores em cada residência, para que gere alguma informação, seja esta de localização, estudos, pesquisas ou apenas curiosidades.



Obtenção de dados


Mas como estes dados são gerados? O que são dados espaciais? Qual é o processo para ir para uma página web? Devem ser questionamentos comuns entre os milhões de usuários brasileiros que se deparam com um WebGIS.


Estes podem ser obtidos por Levantamentos de diferentes origens, sendo eles: Topográfico, seja Planimétrico ou Planialtimétrico, Aerofotogramétrico, seja por avião pilotado ou por RPAS (Remotely Piloted Aircraft System), por exemplo os drones, Sensoriamento Remoto, que são imagens obtidas pelos satélites, Geodésicos mediante receptores GNSS (Global Navigation Satellite System), Laser Scanner, que permite obter delimitações por meio de milhares de feixes de luz ou até mesmo através de Batimetria, área de estudo que dimensiona abaixo d’água.

Dados espaciais trazem a ideia de informações sobre o espaço o qual queremos dimensionar, por exemplo um município o qual será construído uma UHE (Usina Hidroelétrica), obrigatoriamente existe um estudo sobre a hidrografia ao redor do projeto, quantidade de famílias nas áreas urbanas e rurais que serão inundadas, altitudes para saber o volume de inundação e caimento ideal para a vazão correta projetada, reservas ambientais para que não seja ferida a existência da fauna e flora, distâncias percorridas pelos caminhões para a movimentação de terras, entre outros estudos necessários para que tudo saia correto como projetado, estes são dados espaciais. Agora imagine isso para rios, montanhas, vegetações, estradas… O quão importante é saber a localização, direção, altitude, delimitação, área, distância e perímetro destes dados para fins de obras, mercado financeiro, mineração, órgãos públicos, empresas privadas, controle ambiental, inventário florestal, forças armadas e muito mais?

Agora o processo para tornar isso tudo em um produto acessível digitalmente, leia o próximo parágrafo.



Fluxograma da Estrutura




Atuações e Mercados


Conhecendo o atual impacto da ferramenta WebGIS, é notório o uso de inteligência espacial para otimizar resultados e diminuir custos, desejo maior de qualquer empresa ou empreendimento. Havendo diversas áreas que já estão com os olhos bem abertos por pesquisas, inspeções ou monitoramento, por exemplo:


- Telecomunicações;

- Órgãos Públicos Ambientais;

- Petróleo e Gás;

- Logística e Transporte;

- Construção Civil;

- Rede Elétrica;

- Zoológicos;

- Produtividade Agrícola;

- Análise Geomorfológica;

- Mineração.



IDE Sisema


Professora Priscila de Lima e Silva, doutoranda em Engenharia Civil na área de Informações Espaciais pela Universidade Federal de Viçosa e professora adjunta do curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Atualmente pesquisa sobre Cartografia na Web, dando ênfase à produção de ferramentas WebGIS e Infraestruturas de Dados Espaciais. E em sua linha de pesquisa produziu um SIGWeb ou WebGIS do estado de Minas Gerais, sendo um bom exemplo do assunto abordado. É bem simples e didático o uso do mesmo.


Acesse em: https://idesisema.meioambiente.mg.gov.br/webgis


Redator: Hugo Barros

Revisão: Setor de Projetos



Referências


https://tecterra.com.br/sig-web/

https://www.visaogeo.com.br/as-vantagens-do-webgis-para-atividades-de-geotecnologia

http://www.ufrgs.br/webgistaim/webgis.html

https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/2301/webgis---base-de-dados-virtual-dos-ecossistemas-costeiros-da-bacia-de-campos

http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFSM_296a8c271fb3aa85f2571c956edac32e

https://www.infoescola.com/geografia/web-mapping/

http://marte.dpi.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2006/11.14.15.06/doc/5487-5489.pdf

https://geoproea.arq.ufmg.br/publicacoes/2018/webgis-como-suporte-a-visualizacao-de-informacoes-para-processos-de-geodesign-estudo-de-caso-pampulha-patrimonio-da-humanidade

https://www.saltambiental.com.br/tic/webgis/

https://clickgeo.com.br/artigos-uso-pratico-webmapping/

https://clickgeo.com.br/comparacao-mapserver-geoserver-arcgis-server-qgis-gvsig/

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