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Projeção Cilíndrica de Miller

Imagino que você nunca tenha ouvido falar sobre essa projeção, não é? Então vem com a gente!


Figura 1 - Projeção Cilíndrica de Miller

O que é?


A projeção cilíndrica de Miller foi desenvolvida em 1942 por Osborn Maitland Miller (1897–1979), que foi um cartógrafo, topógrafo e fotógrafo aéreo escocês-americano. Membro de várias expedições, também atuou como conselheiro de outros exploradores. Ele desenvolveu várias projeções, incluindo a Bipolar Obliqua Cônica Conforme, a Estereográfica Oblata de Miller e a Cilíndrica de Miller.

Miller era renomado. A geleira Maitland na Antártica foi nomeada em homenagem a Miller em 1952. Ele foi premiado com a Medalha Charles P. Daly em 1962. Trabalhou para a American Geographical Society, de 1922 a 1968, e a Medalha Cartográfica Osborn Maitland Miller por "contribuições notáveis no campo da cartografia ou geodésia" foi estabelecida em sua homenagem.


Figura 2 - Projeção Cilíndrica

A Projeção Cilíndrica de Miller é uma projeção cilíndrica, como o próprio nome já diz, na qual as distâncias são deformadas, mas nem tanto quanto a projeção de Mercator. Não há distorção na linha do Equador, as distorções aumentam à medida que se distanciam desta, tornam-se maiores nas áreas polares. A projeção de Miller aumenta a distorção de distâncias, áreas e formas que ocorrem em altas latitudes. É por isso que os cartógrafos costumam usar projeções azimutais para as regiões polares.

Relação entre o tamanho da Groelândia e os países maiores que ela
Figura 3 - Distorções

Essa projeção foi criada para ser uma alternativa à projeção de Mercator, que também é cilíndrica. Seu intuito era reduzir a grande variação da escala com a latitude e permitir que os polos fossem representados sem a necessidade de projeções azimutais.

Na projeção os meridianos são linhas retas verticais igualmente espaçada se os paralelos e ambos os polos são linhas retas, perpendiculares aos meridianos e do mesmo comprimento do Equador. O espaçamento entre os paralelos cresce a partir a partir da linha do Equador, mas não aumenta tanto quanto na projeção de Mercator, ou seja, os espaçamentos aumentam de forma mais suave na projeção de Miller. A gratícula é simétrica ao longo do da linha do Equador e dos meridianos centrais. A proporção entre altura e largura de todo o mapa é de 0,73.


Para que ela é usada?


Esta projeção pode ser usada para mapas mundiais em geral que não requerem áreas precisas e cujos fenômenos mudam com a longitude. No entanto, seu uso não é recomendado devido à extrema distorção nas regiões polares. Logo, esse tipo de projeção não é útil para navegação, por exemplo.



Redator(a): Lívia Patrícia – Assessora de Marketing

Revisão: Setor de Projetos


Referências Bibliográficas:


ArcGis Pro. Miller cylindrical. Disponível em < https://pro.arcgis.com/en/pro-app/latest/help/mapping/properties/miller-cylindrical.htm > Acesso 26 de julho. 2021.

The American Geographical Society. O. M. Miller Cartographic Medal. Disponível em < https://web.archive.org/web/20141204191222/https://www.amergeog.org/awards/o-m-miller-cartographic-medal > Acesso 26 de julho. 2021.

GISGeography. Cylindrical Projection: Mercator, Transverse Mercator and Miller. Disponível em < https://gisgeography.com/cylindrical-projection/ > Acesso 26 de julho. 2021.


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